domingo, 12 de outubro de 2008

A MULHER E AS OPORTUNIDADES




" Uma oportunidade não aproveitada é uma capacidade desperdiçada. A aptidão não empregada é talento abusado"




"O trem da sua oportunidade pode passar, se você não pegá-lo....quando passará outro?"


Há muitas oportunidades aparecendo no nosso dia a dia. Precisamos liberar nossas capacidades para aproveitar cada oportunidade que nos aparecem. As vezes é a única oportunidade que vai nos aparecer na nossa vida e nunca mais este momento vai acontecer. Ou são oportunidades que acontecem de tempo em tempo. Muitas das oportunidades aparecem todos os dias. Qual delas saberemos que é a nossa única e devemos ir? Qual é o melhor tempo de entrar na oportunidade que acontecem algumas vezes? Das inúmeras oportunidades, quais são as melhores para a minha vida neste momento?

Oportunidades de fazer uma faculdade ou mestrado, de entrar num curso específico, do casamento, da promoção, de fazer uma viagem especial, de mudança de casa, cidade ou país, trocar de emprego, iniciar um negócio próprio, de vender um propriedade e muitas outras.

Oportunidades sempre aparecem diante de nós....por isso olhe para ela e veja, se é o momento de pegá-a. Se for, agarre-a, enquanto há tempo!!!!

Todas nós temos aptidões naturais e na hora que a oportunidade aparece, é o momento de liberar nossos talentos e discernir se a oportunidade tem haver com nossas vidas. Sós nós mesmos sabemos o tempo certo de usar nossas aptidões e talentos para aquele momento especial que nos apareceu.

Para entrar na oportunidade certa e no tempo correto, precisamos nos conhecer bem. Perguntar: "quem eu sou", "qual é a minha marca", "que talentos tenho", "quais minhas aptidões" .....Respondendo estas perguntas, podemos analisar bem a oportunidade nos oferecida e calcular se o tempo é este realmente.

As oportunidades boas são aquelas que nos levam a ter uma função importante no meio em que vivemos. Um lugar onde podemos desempenhar nossa função, usando toda nossa capacidade, aptidões e talentos. Uma oportunidade que gera em nós a responsabilidade de sermos úteis para nossa família, trabalho, bairro, cidade...enfim para a sociedade em que vivemos.

Depois que pegarmos nossa oportunidade, devemos atuar com excelência, disciplina, perfeição e responsabilidade. Para isto, devemos ser aplicadas nas tarefas que optamos em realizar.

Ser aplicada é fazer tudo com amor, motivação e dedicação. Usar seu corpo, alma e espírito, unidos e integralmente em prol do projeto a ser realizado.

Em casa, meu marido e eu sempre analisamos as oportunidades que nos são apresentadas. E nossa parábola é: estamos na estação de trem, o trem da oportunidade vai passar no determinado horário e temos que tomar a decisão se vamos tomar este trem neste momento ou esperar o outro passar. Mas tem um problema: não se sabe se este trem vai passar de novo. A decisão deve ser tomada".

Vivenciamos esta parábola na prática um dia na cidade de Campos de Jordão. Fomos tomar chá no hotel Toriba e lá tem um lindo jardim e uma estação de trem. Sempre que íamos passar uma tarde neste hotel, antes de tomarmos o chá, passeávamos pelo jardim. Neste dia em especial, descemos na estação de trem e o Tommy falou essa nossa parábola, representando num teatro que é só do seu jeito especial de reprentação. Foi tão vivo para nós aquele momento, que nunca mais esquecemos. Eu agora posso vivenciá-lo na minha memória: vejo o Tommy andando, gesticulando, falando e no momento da representação da nossa parábola, o trem passou...foi tão vivo! E depois nos sentamos no banco da estação e como Jesus, ele explicou-me a parábola. Naquele dia nós estávamos para decidir uma oportunidade em nossa vida. Uma nova aventura adentrar.

As oportunidades estão por aí, muitas aparecendo em nossas vidas. Vou ou não pegar este trem agora, é uma decisão sábia que devo tomar diante da nova oportunidade.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A MULHER E A SOLIDÃO




A SOLIDÃO




Anos distantes, em um dia, na minha infância...eu tinha 10 anos. Fomos com a minha classe da escola passear no zoológico. Que alegria! Minha mãe preparou minha lancheira com meu lanche preferido. Coloquei meu uniforme, arrumei meus cabelos e lá fui com minha mãe para a escola. Quando cheguei na escola, fomos todos para a nossa classe esperar o ônibus chegar. Eu estava muito ansiosa. O ônibus chegou!!! Formamos uma fila e quando me vi, estava no último lugar, pois precisei ir ao banheiro antes da partida. Entramos no ônibus e cada duas pessoas iam sentando nos assentos. E aí chegou a minha vez e como éramos em números impar...fiquei sózinha. Eu e uma poltrona ao lado vazia. Poltrona não fala e não ouve....então fui quieta em todo o trajeto. Eu era uma sobra. Senti a solidão em pessoa dentro de mim. Deixei umas lágrimas escorrerem no meu rosto e logo limpava para ninguém me ver chorando. O fato de eu estar sózinha no último banco, estragou todo o meu passeio. O sentimento da solidão entrou na minha alma e a dominou..... EU PERGUNTO: Será que nenhum professor está preparado para passear com os alunos e nem perceberem que um aluno pode ficar sózinho no banco e sofre de solidão? Será que a professora esqueceu que seu número de alunos era ímpar e um sobraria? As escolas e faculdades preparam os alunos para darem a aula e ponto final. Preparam professores intelectuais que se preocupam com a mente e o conhecimento. Não há um preparo para cuidar da alma do seus alunos. Os professores olham as lições de casa e corrigem provas, mas nem se preocupam com os sentimentos de seus alunos. Eles não foram preparados para terem inteligência emocional. O QUE EU FARIA? Eu colocaria três alunos num mesmo banco ou até convidaria o aluno para se assentar comigo. Iria até ele e explicaria a situação do número impar e daria sugestões para ele escolher o que mais lhe agradesse. Mas não tive essa sorte....fiquei sózinha no meio do nada. Você já deve ter ouvido dizer que o lugar mais solitário do mundo pode ser no meio de uma multidão. Isso realmente é verdade. Você talvez fosse a última garota a ser chamada numa partida de queimada ou ultima a ser escolhida para o jogo de volei. Talvez fosse a menina que foi esquecida de ser convidada para a festa da amiguinha. Ou ficou sózinha no recreio, porque sua amiga a deixou para ficar conversando com a outra colega. Na festa, sobrou, nenhum garoto te chamou para dançar. E quando suas amigas começam a namorar e você não....elas saem no sábado com seu namorado e você coloca o pijama e fica comendo pipoca vendo televisão no pleno sábado. Sentimos só quando nosso namorado de anos termina o namoro. Sentimos solitários, quando só nós tiramos nota baixa de matemática. Sós quando o marido nos abandona por outra mulher e as vezes bem mais jovem. Sente-se só quando os filhos se casam, ou seu marido morreu ou foi o seu filho que faleceu. O que sentiu? Foi o mesmo que senti naquela manhã que fiquei sentada sózinha. Quando somos adolescentes é possível esconder qualquer emoção ruim sentida e duplica-la em intensidade uma cem vezes. Os adolescentes,alguns jovens e mulheres não tratadas na alma, não tem calos emocionais. Pois tudo ligado a auto estima está na superfície da alma e a dor entra e penetra em todo ser. Dói toda a alma. Quantas marcas recebemos em nossa adolescência e não a tratamos e elas continuam lá dentro da nossa alma. A solidão é uma delas, e creio que esta dor deixa marcas na nossa auto estima. Ela tem amigos e eles se chamam, insegurança,rejeição, medo de se relacionar, timidez e ela pode provocar uma fobia social. Todas nós passamos por momentos em que nos sentimos abandonadas e solitárias. Deixadas para trás. Esquecidas. Isoladas. É a solidão. No salmo 22:1; Davi escreveu o que muitas de nós já sentimos: "Meu Deus, meu Deus, porque me deixaste assim tão sózinho? Porque eu vivo pedindo socorro, gritando pela sua ajuda e tu não me respondes?"
Davi também sentiu solidão, ele lutou e aprendeu algo para esta ocasião. Outro personagem bíblico também sentiu solidão, foi Elias. Depois de enfrentar Jesabel, uma mulher cruel e uma conspiração contra si, ele fugiu para o deserto. Ficou 40 dias em solidão total, sentindo-se rejeitado, em depressão e abandonado por todos. Um dia entrou numa caverna e Deus conversou com ele e deu muito amor, compreenção dos seus sentimentos e muito carinho. Elias ficou comovido com toda aquela demonstração de amor de Deus pela sua vida que saiu da caverna e ouviu Deus falar. Deus disse que ele não estava só. Mas algo acontece dentro de nós, no meio da solidão. Ficamos mais perto de Deus. Olhamos para dentro de nós e nos conhecemos melhor. Vamos aproveitar os momentos de solidão para conhecer o nosso interior melhor, ouvir o que o nosso corpo fala, sentir os verdadeiros sentimentos da alma e conhecer Deus na intimidade. Poderemos sair da solidão mais maduras, pessoas melhores, mais bondosas e amáveis. Sair prontas para dar o melhor que temos para as pessoas, servir o próximo que está sofrendo de solidão e fazer companhia para ela.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mãos e Gritos




As mãos e os gritos 


(Lucas 18: 35-43 : A cura do cego de Jericó)


Há muitas pessoas que vivem levantando suas MÃOS pedindo ajuda?

1- Mãos estendidas

Quando os carros param na rua, há no farol....Mãos estendidas que invadem as janelas dos carros.
Meninos e meninas de rua com suas Mãos estendidas invadem praças e restaurantes....a procura de alimentos.
Mãos vazias batem nas portas de casa e ficam estendidas esperando...ganhar alguma comida ou roupa velha.
Mãos segurando suas carteiras de trabalho esperando que sejam assinadas por seus patrões.
Mãos estendidas de doentes procurando um bom médico que possam vê-los como um ser humano integral e possam dar um diagnóstico certo e ofertar um bom tratamento para sua saúde.
Mãos estendidas de mulheres abandonadas pelos seus maridos esperando uma palavra de consolo.
Mãos de pessoas abusadas e violentadas fisicamente a espera de justiça.
Mãos de pais desesperados pelos filhos filhos perdidos nas drogas, esperando por uma solução prática.
Mãos estendidas em busca de ajuda ...

Mãos que se estendem como sinal de humilhação.
Mãos que representam dor, angustia, violência e morte.
Mãos estendidas para nós!!!!!

2- Gritos

E os Gritos que estão por aí em grande som?
Gritos de dor, angustia e revolta.
Gritos se instalando em nossos ouvidos.
Gritos ouvidos nas ruas da cidade.
Gritos no calar da madrugada.
Gritos que estão em nossas praças.
Gritos em busca de ajuda.
Gritos de criança com fome.
Gritos de meninas vitimas da violência.
Gritos da adolescente que foi estuprada pelo seu padrasto.
Gritos da mãe solteira.
Gritos do alcoólatra e do drogado.
Gritos do mendigo de rua.
Gritos da mulher com depressão.
Gritos da esposa abandonada.
Gritos que saem da prisão, do hospício e do hospital.
Gritos da viúva e do órfão.
Gritos do desempregado.
Gritos da vizinha, do colega de trabalho, do amigo e da família.
Gritos de um irmão em Cristo.

Gritos, Gritos, Gritos!!!!!

3- O cego de Jericó
não temeu levantar suas Mãos e Gritar: " Filhos de Davi, tem misericórdia de mim"

O homem desta cena é cego, pobre e só.
Ele não vê aonde está e quem está ao seu redor.
Ele vive só, quem sabe, pelas estradas, pedindo esmola.

Pobre, Cego e solitário.

Lucas nos diz: Naquele dia quando Jesus entrou na cidade, um cego inquietou-se. O cego percebeu o barulho da multidão e sentiu que algo especial estava acontecendo. (cegos tem boa percepção). Foi até uma pessoa ao lado e perguntou: "O que está acontecendo?"

A pessoa respondeu: "É Jesus que está passando por Jericó."

De repente o cego sai com As Mãos estendidas e Gritando.

Ele sabia quem era Jesus e ali estava a esperança para sua vida, a cura da sua cegueira. Ele não podia deixar escapar esta oportunidade.

Então começou a Gritar: "Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim."
Ele cego e pobre, nada tinha a perder ao Gritar daquela maneira. Ele não tinha nada, porque iria ter vergonha. Só Gritando, Jesus o ouviria. Ele Gritou na sua angustia, mas um Grito de esperança.

4-Mas, eis que apareceu em cena: a turma do protocolo

Quando a turma do protocolo o viu gritando, foi atrás dele para repreende-lo e mandando-o parar de gritar e não incomodar Jesus.

(A turma do protocolo são aqueles que elaboram programas religiosos e nada pode sair dos conformes. O protocolo serve para organizar os acontecimentos e não deixar nada sair do combinado. Essa turma é aquela que dita normas de conduta e coloca leis dentro do verdadeiro cristianismo).

O cego não estava naquele programa. E a turma do protocolo mandaram-o ficar "quietinho" no seu lugar e não incomodar o mestre

5- Mas o cego estava pronto para ser curado ...

  E não seria um grupo de pessoas que o iria impedi-lo de ir ao seu objetivo: sua cura. Mas Jesus veio e interrompeu o protocolo, pois havia um homem, um cego, um necessitado, que estava com as Mãos estendidas e Gritando por socorro. Jesus ouviu este grito e disse: "tragam-no para mim" e disse ao cego: "a sua fé te salvou". O cego foi curado 

6- E você, como tem passado?   

    Está necessitando estender suas Mãos e Gritar para Jesus vir em teu socorro? Jesus é capaz de ouvir seu Grito saindo do seu peito de angustia e dor. Você pode Gritar agora e estender suas Mãos para Jesus tirar você da sua tempestade de problemas, de uma vida infernal, de um barco sem rumo, da sua solidão....rompa em fé gritando para Jesus e Ele virá em seu socorro.

MEUS SENTIMENTOS

           PRIMEIROS SINTOMAS


Quando os primeiro sintomas apareceram através da síndrome do cólon irritavel e alergia respiratória...sentia-me muito incomodada. Durante dois anos, não tive um dia sem ter sintomas gástricos ou respiratórios. Quando meu intestino prendia, tinha dores abdominais de gazes, náuseas e mal estar. E o medo de qualquer momento ele soltar completamente e numa condição ruim....estar fora de casa. Ele nunca avisava, vinha como um ladrão e na mesma hora eu precisava urgente de um banheiro. Quando chegava a diarréia, ela vinha com muitas dores, tonturas e sudorese. Geralmente eu necessitava ir ao banheiro de 10 em 10 minutos, umas 5 vezes pelo menos. Se estava no Shopping, só saia quando tinha certeza que havia terminado. Se me encontrava no carro, tinha que parar e achar um local onde tivesse um banheiro e ali ficava um tempo. Após essas descargas intestinais intensas, eu ficava muito cansada e necessitava urgente de um banho e dormir pelo menos umas duas horas. Acho que desenvolvi neste tempo a síndrome do pânico. Só de pensar em sair, ficava apavorada.

Depois vieram os espirros e tosses nos lugares públicos. Bastava um ventilador, uma brisa mais forte ou um carpete cheio de poeira....eu iniciava a sessão tosse e espirro. O ar faltava. Necessitava de assoar o nariz. Vinha uma taquicardia e tontura. Após esta alergia que durava minutos ou até uma hora, eu também ficava exausta e necessitava dormir para repor as energias.

Esses dois sintomas duraram uns dois anos e foram tão fortes que me levaram a um isolamento social. Pois quando tínhamos um convite para uma festa ou ir na casa de amigos ou uma viagem....eu tremia nas bases. O pânico tomava conta dos meus pensamentos e o medo se instalava nos sentimentos.

Nestes dois anos fui em 6 médicos e nenhum suspeitou da Síndrome da Fadiga Crônica ou fibromialgia. Não fui encaminhada ao reumatologista e nem para psiquiatra ou psicóloga, pois já estava desenvolvendo a síndrome do pânico.

Mudei de estado e fui morar no interior do Ceará. Com a mudança de ares, morar em sítio, uma vida saudável e sair da locura da rotina de uma cidade grande, melhorei durante um tempo, 100%. Não tive nenhum sintoma durante uns 6 meses.

Depois deste tempo no Ceará, tendo uma qualidade de vida muito boa....um dia sofri "algo estranho", "horrível". Estava em casa com minha filha, de 4 meses. Estava sózinha com ela. Comecei a ficar muito cansada e de repente senti tudo rodar e parecia que um raio entrara no meu corpo, nas minhas emoções e na mente. Primeiro senti calor e frio, confusão mental e sem conseguir raciocinar a situação que estava vivendo, sentimentos de angústia, tristeza e medo atingiram-me em cheio. Meu coração começou a disparar, um suor frio e quente alternados, tontura forte e pensamentos de sair correndo pela estrada. Um sentimento que "alienígenas" haviam invadido meu corpo e alma.

A minha vontade era de abrir a porta e sair correndo daquilo que tinha suposto "entrado no meu corpo". Mas dou Graças à Deus, que manteve minha sobriedade. Levantei, peguei minha filha no colo e sentei-me no chão e fiquei ali quietinha chorando e conversando com Deus em oração. Logo meu marido chegou e medicou-me com uma calmante, pois também não sabia o que tinha ocorrido. Fui dormir e quando levantei, já estava bem. Após uns 10 dias, ocorreu a mesma situação. Só que desta vez os sintomas não foram embora com o calmante.

Uma outra peregrinação aos médicos:

Agora procuramos um psiquiatra, que diagnosticou depressão. A minha melhora se deu após um mês de medicamentos. Tomei 8 meses de medicação e por orientação médica parei para observação. Os sintomas retornaram e então foi prescrito uma medicação por 2 anos.

Passaram uns 6 meses, outros sintomas apareceram: um cansaço muito forte, dores por todo corpo, angústia muito forte, a síndrome do cólon irritável e alergias respiratórias voltaram, sinusite e gastrite com azia. Algo estranho estava inciando na minha mente, sentia a mente "engessada", minha memória soi afetada, meu raciocínio ficou lento e pensamentos confusos. E na área emocional, minha afetividade ficou nula. Necessitava de ir dormir de tempo em tempo: dormia duas horas, acordava e ficava umas duas horas acordada, depois ficava mal e dormia novamente. Assim foi minha rotina, de duas em duas horas, parecia um recém nascido.

Mudamos várias vezes de psiquiatra, cada médico mudava a medicação e nada funcionava....e a cada dia meus sintomas pioravam.

Sentimento de morte

As crises eram tão fortes, que eu achava que tinha perdido minha vida. Encontrava-me na escuridão total dentro da minha alma. Como diz o Salmo 23 "No vale da sombra da morte", este era o meu sentimento.

O cansaço piorava....eu que era uma mulher tão dinâmica, não tinha força nem para lavar os meus cabelos e necessitava da ajuda do meu marido para tal atividade básica de higiene. Só de pensar em tomar banho, entrar no chuveiro, levantar as mãos para lavar os cabelos....era uma tortura, pois já me cansava só de imaginar as dores e a fadiga que aquela ação iria produzir no meu corpo. A água do chuveiro quando batiam nos meus ombros, eram como agulhadas me furando.

Não consegui mais bricncar com minha filha e por isso contratei uma babá. Não tinha vontade de sair com amigos, viajar, passear com meu marido. Parei de fazer musculação, andar a pé e fazer compras.

Meus sonhos foram embora. Parei de cozinhar. Meus interesses já não eram os mesmos. O meu sono tornou-se instável, acordava muito de madrugada.

Foi um tempo em que chorei muito e muito mesmo. Acordava sempre ás 3 horas da manhã e ia lá fora numa pedra, onde avistava toda a cidade (naquele tempo, morava num sítio nas montanhas), e ali, ao lado do meu cachorro, chorava alto, falava com Deus, clamava em altos brados por socorro divino....

Além da medicação ter o efeito colateral de engordar, eu comecei a colocar a minha ansiedade na comida e comecei a engordar dia a dia. Fiquei obesa!!!

Iniciaram as infecções crônicas por causa da baixa imunidade e estas se instalavam e demoravam umas 3 a 4 semanas para serem curadas: sinusite, herpes labial, fungos na pele, candidíase vaginal, comixão no ânus e outros sintomas.

Até que uma nova psiquiatra descobriu o que tinha: Sindrome da Fadiga Crônica. Indicou-me uma psicóloga para fazer terapia e mudou os medicamentos. Ela não sabia da fibromialgia, mas estudando a fadiga crônica, percebi que estava com fibro também. Comecei a ter uma melhora com o novo medicamento e terapia: voltei a passear, para meu programa na rádio comunitária, assumi algumas atividades da Igreja e minha mente deu uma melhrorada, pois voltei a lere escrever. Passei por altos e baixos.

Mudanças

Meu marido achou melhor voltar para São Paulo e iniciei um tratamento com um ex colega de USP - Hospital das Clinicas, um psiquiatra de renome e com outro colega reumatologista. Os dois confirmaram as duas síndrome e mudaram minha medicação. No início tive uma melhora, mas depois os sintomas voltavam e os médicos aumentavam as doses dos medicamentos.

Uma luz no final do túnel

Cansei-me dos médicos tradicionais, em 12 anos, 14 especialistas e nada de ter uma boa qualidade de vida. Por indicação de uma amiga fui procurar um especialista em ortomolecular e outro amigo indiou-me uma boa psicóloga.

Inciciei o tratamento ortomolecular em Setembro de 2008 e a terapia na mesma época. Já faz um ano de tratamento e terapia e tive 50% de melhora. Emagreci 15 quilos, não tenho mais dores fortes e constantes e estou tratando das minhas feridas emocionais, dos traumas sociais e religiosos e conhecendo-me por dentro e fazendo as devidas mudanças.

Neste tempo, a minha médica está trabalhando o aumento da minha imunidade (que continua muito baixa - tenho ainda infecções virais constantes) e minha fadiga, que ainda é alta.

Não voltei a ativa, mas já estou tendo uma vida de esposa, mãe, dona de casa e social. Minha fé está crescendo e tenho a esperança da cura total e ter de novo uma alta qualidade de vida.

Minha vida está voltando...Graças ao meu Deus e agradeço a estas duas mulheres especiais, minha médica ortomolecular e minha psicóloga.

O QUE É A FIBROMIALGIA?




                   DEFINIÇÕES



"O termo refere-se a uma condição dolorosa e generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição e distúrbios do sono."

" A fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à da sensibilidade do indivíduo frente a um estimulo doloroso. O termo reumatismo pode ser justificado pelo falto de a fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos. Mas não acontece deformidade física ou outro tipo de sequela. Mas do outro lado, a fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional....motivos qeu plenamente justificam que o paciente seja levado a sério em suas queixas." " Diferentes fatores, isolados ou combinados podem iniciar as manifestações da fibromialgia, dentre eles, doenças graves, uma infecção, um episódio de gripe, um acidente de carro ou um trauma emocional. Os sintomas podem provocar alterações de humor e diminuição da atividade fisica, o que agrava a condição social do paciente." " A dor muscular é uma manifestação frequente na fibromialgia, podendo ser difusa ou atingir apenas uma região do corpo, como cabeça, pescoso e ombros ou atingir os membros inferiores ou até todos os 18 pontos no corpo todo, descoberto por reumatologistas. Pode ocorrer dores fraca, que não incomoda muito ou dores severas e leva a incapacidade do paciente. As dores podem ser acompanhadas por caímbras ou ardências. As dores podem variar de acordo com o clima, horário do dia ou situação de estresse." " Os níveis de serotomina são baixos nos portadores da doença e que surgem desiquilibrios hormonais, tensão, estresse que podem ser envolvidos no seu aparecimento. Trata-se de uma patologia relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central."

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

UM DESABAFO NUMA NOITE EM CLARO






ENFRENTANDO A FADIGA CRÔNICA E FIBROMIALGIA: UM DESABAFO ..... 





 COMO ESTOU ...


Acordei perdida, onde estou? Ah, meu Deus, de novo, não! Esses sentimentos vão me matar um dia. Socorro!!!!! O que fazer? Parece que é noite todos os dias, e o amanhecer demora vir. Onde está oh manhã? Onde está oh vida. Sei que existe, pois te vivi muito e intensamente. Mas hoje em dia não te encontro em lugar nenhum.. Vou até o fundo do meu ser e vejo escuridão, um lugar triste, quase morrendo. O que está faltando? Olho para o céu azul, que sempre admirei e ele parece cinzento. O verde das montanhas não brilha mais. O que aconteceu com as cores da sua criação Senhor? Sou tua filha, criação sua, adotada por ti como filha, pelo sacrifício de Jesus na cruz. Andei pelos teus caminhos com tanta vontade de ser uma boa cristã, uma boa filha e fazer sua vontade. Creio em ti, na sua linda criação, na sua Soberania, que é o seu poder sobre todas as coisas e circunstâncias. Mas algo no meio bloqueou-me, não que estou revoltada com o Senhor, mas revoltada sim, com a vida e comigo. Porque uma pessoa sofre tanto assim. Sei que é a velha pergunta do meu amigo Jó, lá no Antigo Testamento. Jó lamentou expressando sua tristeza por sua vida presente. Ele derramou diante de Deus frustrações verdadeiras e tristezas que estava sentindo e não tinha o objetivo de reclamara ou informar ao Senhor e sim só desabafar, compartilhar seus sentimentos com seu Deus. Jó queria descansar do seu sofrimento, no capítulo 3 do seu livro, no versículo 13, ele usou quatro termos para expressar a vontade de descansar: a palavra repousaria tranqüilo, dormiria e descanso. Jó queria um fim no seu sofrimento e até mesmo um fim na sua vida. Ele nunca pensou que Deus o tinha abandonado e sim o escolhido para passar por aqueles problemas múltiplos. Ele até chama seus problemas de flechas do Todo Poderoso. Denotando que conhecia seu Deus e via a sua soberania em tudo. Ver esta soberania é saber que Deus é supremo, têm poder, posição, autoridade, virtudes, vontade e sabe o que faz com as pessoas e sua criação. Ele tem um objetivo em todas as situações que permite acontecer. Seus objetivos são bons, justos e firmes. Saber que tudo depende de Deus, tudo vem de Deus. Ele é o único. Deus tem o direito de exercer sua vontade suprema e fazer tudo que quiser. Ele não precisa de conselho de ninguém e ninguém está qualificado para ajudá-lo. Tudo o que faz e realiza está envolvido com a vida de cada pessoa e do universo, na qual reina de maneira perfeita.

Sinto-me uma Jó do século XXI, apesar de não ter perdido posses e nem filhos, mas meus sentimentos são de perdas. Claro que não me igualo a Jó nas suas aflições, que foram mil vezes maiores que a minha e nem na sua santidade, que supera a minha. Mas a vida dele me inspira, tanto suas palavras como sua fé no Deus Todo Poderoso. Pois minha alma tem clamado de dia e de noite por Deus, para que meus sintomas sejam curados, transpassados da minha vida como um milagre. Como queria acordar de manhã e “pimba”, um milagre, não sentir nada de ruim e voltar a vida, uma vida novinha em folha, uma vida vibrante, renovada, transformada, cheia de energia. Já são 12 anos de dores, uns 5 anos de lutas e dois de muito sofrimento.

Sou esposa e mãe, como posso estar assim e deixar minha família sofrer tanto assim. Como posso ser o instrumento da infelicidade deles. Como posso dar o luxo de sofrer tendo uma vida tão boa. Um Deus Pai. Um marido que me ama, supre, cuida e faz de tudo para minha felicidade. Uma filha que me ama demais trouxe a felicidade e a vida para minha casa. Por que então me sinto triste, abatida minha alma, morrendo meus sentimentos, atrapalhada minha mente? Por que esta doença devastadora veio ao meu encontro? Eu estava em paz, na minha vida, e ela veio de mansinho e foi “devargazinho” tomando meu corpo e alma. Ela tem um poder maligno de penetrar, vai atingindo um órgão do corpo e traz uma enfermidade e te faz como louca, ir de médico em médico buscar a solução e ninguém acha. Depois ela convida outro amiguinho, outra enfermidade para alojar no corpo e aí você vai com duas enfermidades à busca de soluções para seu caso. Mas os médicos, não entendem, não sabem, nem querem saber e te encaminham. Vai vivendo a vida e depois, sem tocar a “campanhia” da sua vida, ela traz outro amigo e assim, seus amigos todos vão se instalando no seu corpo. Aí um dia, ela não contente em "alfinetar" com tantas infecções seu corpo, ela resolve atacar sua mente. Vai lá aos seus neurotransmissores e abaixa-os, levando você ter crises depressivas, síndrome do pânico e outras crises na área mental. E por mim, ela atinge o emocional, levando a uma crise de existência, desespero, desequilíbrios, angustias, tristezas e outros males dos nossos sentimentos.

Este é o momento em que me encontro, enfrentado a Síndrome da Fadiga Crônica e Fibromialgia há 12 anos.

SINTOMAS DA FIBROMIALGIA



Sinais e sintomas da Fibro

(postado por Érika - médica dermatologista na comunidade do ORKUT - amigos de fibra - consideradas por todas nós como um anjo que Deus colocou na comunidade)






"Meninas,
Sei que já postei este tópico, mas como estamos com amigos novos na comunidade, acho que seria bom uma lista atualizada."

Dores generalizadas;

Dores localizadas, principalmente pescoço, coluna, ombros e quadril.

Cansaço extremo;

Alterações emocionais;

Falta e/ou dificuldade de concentração;

Perturbações de memória (déficit da memória de curto prazo, ou seja, de fatos recentes);

Problemas de sono (insônia);

Hipersonia diurna;

Sono não reparador (acordar cansado);

Visão nublada ou vista cansada;

Tonturas;

Letargia;

Apatia ;

Irritabilidade;

Nervosismo;

Depressão;

Ansiedade;

Bolo na garganta;

Entorpecimento dos músculos, tendões e ligamentos;

Rigidez matinal;

Dores contínuas que mudam de intensidade e ou de sítio;

Sensação de queimadura;

Sensação que os músculos se movem sozinhos;

Dificuldade em engolir;

Dores articulares ;

Dor na articulação têmporo-mandibular;

Dor no peito (pode ser confundida com infarto);

Fraqueza;

Sensação de que impulsoPrurido (coceira, parecendo formigas andando);

Inchaços nas palmas das mãos e solas dos pés;

Problemas intestinais;

Síndrome do cólon irritável que inclui gases; dores; obstipação e/ou diarréia;

Aumento das dores menstruais e uterinas;

Zumbidos nos ouvidos;

Sensibilidade ao frio;

Dor de garganta;

Linfonodos aumentados no pescoço e nas axilas;

Febre leve (37°, 37,2° etc.) em determinados períodos do dia;

Cefaléia tensional;

Enxaqueca ;

Olhos secos;

Boca seca;

Câimbras;

Urgência miccional;

Cistite intersticial;

Dor miofascial;

Taquicardia;

Arritmias cardíacas;

Ronco;

Apnéia do sono;

Bruxismo;

Tosse;

Dores de ouvido;

Náuseas;

Dificuldade de respirar;

Suores noturnos;

Dormência (mãos);

Perda de peso;

Ganho de peso;

Fenômeno de Raynaud;

Desatenção;

Sensibilidade ao frio;

Tensão pré menstrual;

Piora dos sintomas no inverno, com stress físico e emocional; TPM...

Distimia;

Síndrome das Pernas Inquietas;

Candidíase vaginal de repetição;

Sinusites;

Faringites;

Alergias;

Sensação de peso ou queimação

Erupções cutâneas;