sexta-feira, 7 de novembro de 2008

HIGH SCOLL MUSICAL 3


Quinta-feira é o dia que vamos para São Paulo, eu vou para minha terapia e Tommy para dentista, com Alix, minha cunhada. Ontem em particular, levamos a Aninha para ver um dente na Alix.
Na volta, a Aninha pediu muito para irmos ao cinema como família assistir o filme HIGH SCHOLL MUSICAL 3. Depois de algumas insistências dela, vimos que chovia muito e então paramos na estrada onde tem o Shooping Taboão e fomos os três ao cinema.
Geralmente quando levamos Aninha ao cinema, tiramos um tempo para discutir o filme e tirar as lições para a vida de cada um de nós e para nossa família.
O High Scholl Musical é um romance musical muito bem feito, com um roteiro que tem muitos "flashes" para refletirmos em nossas vidas. Tommy e eu gostamos muito, pois parece que voltamos ao nosso tempo do colegial, anos 70.
Neste filme tivemos mais um flash back do nosso namoro: mostra uma cena do Troy com a Gabriella na casinha dele, em cima da árvore. Tommy também tinha uma casinha em cima da árvore e nós subíamos lá para termos altas conversas e também namorar. Eles falaram muitos das estrelas e nós dois amávamos deitar nos chão e ver as estrelas. Muitas falas entre os autores sobre as amizades do colegial e nós também tivemos uma turma muito ligada e unida nestes 3 anos de colegial e foi muito difícil a separação, a ida para as faculdades diferentes. Graças a Deus, minha faculdade ficava perto da do Tommy e o nosso namoro não morreu com nossa ida a faculdade....caminhou até o casamento e estamos há 23 anos casados!!!!!
Mas o que mais mexeu comigo ontem no filme, foi o momento que o Troy cantou só uma música das suas dúvidas quanto ao futuro a escolher. Chorei neste momento e curti a música, bebendo letra por letra. Me vi várias vezes, desde minha adolescência e vida adulta, como ele estava sentindo naquele momento de escolha.
Só que acabei de passar por um momento semelhante ao dele, está vivo dentro do meu coração. Nossa escolha: Voltar ou não para nosso campo missionário no Nordeste este ano? Uma escolha difícil, pois amigos íntimos aconselhando a não ir, ainda estou em tratamento médico e meus medicamentos são muito caros, a nossa filha adaptou-se muito bem em SRoque, o salário de médico é 3 vezes a menos do que os de SPaulo, renúncia da vida financeira estável e boa....e muitas indagações....... Mas lá no fundo do coração, um sonho, uma vontade imensa de voltar para Baturité. Um chamado ecoando dentro de nossos corações e um amor pelo povo cearense, pela cidade, pelo sertão....por todo Ceará.

Vou colocar a letra aqui e você poderá ler e sentir o que senti ouvindo esta parte do musical:

Scream (Tradução)

High School Musical 3

Composição: Indisponível

O dia em que sua porta está fechada
O vazio preenche a sua alma
Eles não vão dizer o caminho a seguir
Siga somente o seu coração

Pra descobrir o porque de você estar aqui
Abra outra porta
Mas eu não tenho certeza mais
Isso é muito difícil

AS vozes na minha mente
Me dizem que elas sabem melhor
Colocam-me no limite
Elas estão me empurrando, empurrando
Elas estão me empurrando

Eu sei que eles tem planos
Mas as esferas estão nas minhas mãos
Dessa vez é homem-a-homem
Eu estou dirigindo, lutando dentro de mim.

O mundo que está de cabeça pra baixo
Está girando rápido
O que eu faço agora sem você?

Eu não sei pra onde ir
Qual o time certo
Eu quero minhas próprias coisas
Tão mal que vou gritar
Não posso escolher, estou muito confuso
O que tudo isso significa?
Eu quero meu próprio sonho.
Tão mal que vou gritar.

Eu estou derrubando as paredes
Eu as farei cair
Somente pare de atravessar todas elas
Eu estou soqueando, batendo, eu vou lugar pra encontrar a mim mesmo.
Eu, e ninguém mais.
Esse caminho, eu não posso contar.
Estou procurando, procurando, não consigo encontrar.

O caminho que devo trilhar.
Eu deveria, pra direita, pra esquerda, isso...
Isso é como nenhum trabalho
sem você

Eu não sei pra onde ir
Qual o time certo
Eu quero minhas próprias coisas
Tão mal que vou gritar
Não posso escolher, estou muito confuso
O que tudo isso significa?
Eu quero meu próprio sonho.
Tão mal que vou gritar.

É, o relógio está girando
Ouça a multidão gritando alto
Estou consumido pelo som.
Isso é ela?
Isso é o amor?
Pode a música sempre ser o suficiente?
Vamos trabalhar nisso!
Você pode isso!

Eu não sei pra onde ir
Qual o time certo
Eu quero minhas próprias coisas
Tão mal que vou gritar
Não posso escolher, estou muito confuso
O que tudo isso significa?
Eu quero meu próprio sonho.
Tão mal que vou gritar.

MINHA PSICÓLOGA


UM TEMPO GOSTOSO E IMPORTANTE DE TERAPIA COM ESTHER CARRENHO:


Esther Carrenho foi minha psicóloga por mais de um ano em que estive em São Paulo. Meu sonho era fazer terapia com ela, e por um milagre, consegui e nestes meses foram momentos de uma viagem, nunca feita antes, por mim mesma, dentro de todo meu ser. Uma aventura inesquecível, que lembrarei pelo resto da minha vida.
Esther foi o meu estímulo a entrar dentro do armário da minha vida, abrindo todas gavetas, revendo as prateleiras, removendo o pó que anos não limpava e até entrando em cada cantinho do meu armário. Foi sofrível? Para mim não foi difícil, pois a Esther é uma terapeuta do amor e da graça, pois seu trabalho é muito especial e por isto toda terapia foi uma gostosa viagem tanto no passado, presente e até planos para o futuro.

Procurei a Esther por causa do meu diagnóstico de Fibromialgia e Síndrome da Fadiga Crônica, mas esta etapa foi fichinha em relação ao que mexemos em minha vida. Falo fichinha, pois depois de 30 anos de conversão e freqüentando Igrejas evangélicas, foram nas conversas com a Esther que conheci realmente um Jesus Cristo mais Bíblico, o real dos evagelhos. Digo assim, pois interpretava a Bíblia segundo muitas tradições e experiências de outras pessoas e a Esther mostrou-me como ler a Bíblia do jeito que ela foi escrita, ela mesmo, crua e real. aprender com o Espírito Santo as palavras ali descritas. Ver Jesus como ele era e não como as pessoas me descreviam. Comecei a viver a Graça de verdade. No andar da terapia, descobri o quanto eu ainda era religiosa e vivia debaixo de líderes autoritários. E como fui abusada espiritual mente na minha alma! Vivia uma obediência cega e que este tipo de obediênica cega não agradava o coração Deus. Aprendi a ser uma cristã autêntica, verdadeira e real. Algo extraordinário aconteceu na minha vida espiritual. Mas você pode pensar, a Carol foi fazer terapia para cuidar da alma e restaura sua vida espiritual? Eu respondo que sim! Sabe por que? Neste tempo de reentrada (volta do campo missionário) após 6 anos fora de São Paulo, em missões no Nordeste....a Esther foi a única pessoa que soube pastorear a minha vida e a do meu marido. Foi a única que perguntou tudo....ouviu....entendeu...e nos amou do jeito que somos. Carregou-nos no seu colo e nos abraçou com os braços de Jesus.Olhava olhos nos olhos. Nunca vi meu marido chorar tanto num colo de uma mulher simples, humilde e cheia do Espírito Santo. Ela teve uma unção especial de consolo, de animar, compaixão, misericórdia e até de profetizar em nossas vidas. Essa mulher, é uma mulher incrível, que tem um marido maravilhoso, que juntos formam um casal que ministram nas dores das pessoas que foram machucadas por pessoas. No meu caso, por líderes religiosos, que mais nos viam como máquinas de trabalho e não como pessoas simples, que também podem adoecer, cansar e errar.

O mais engraçado foi: Um dia meu marido disse numa consulta: "Esther, eu precisei pagar consultas para minha esposa e algumas para mim, para poder receber pastoreio da minha alma".

Eu, Carol, agora pergunto a você: aonde estão os pastores que pastoreiam vida e não estruturas? Pastores que entram no âmago das vidas e não ficam gastando tempo com as múltiplas reuniões? Aonde encontramos pastores que entendem do ser humano de carne e osso e não ficam gastando horas a fio imitando outros pastores de grandes denominações, que estão mais preocupados com números de convertidos do que com uma ovelha....Aonde vamos parar como Igreja?

Mas voltando ao meu assunto inicial: Ontem terminei minha terapia e saí do consultório muito animada, cheia de gratidão por ter estado com a Esther todo este tempo.

Estou mais madura, menos ansiosa, conhecendo meus limites físicos e emocionais, com meu casamento mais equilibrado, sendo uma mãe normal que não tem muitas expectativas com a filha, mas que vive momento a momento a tarefa de mãe, uma missionária que conhece melhor seus talentos e equipada para usá-los de maneira mais eficaz, uma cristã que sabe bem o Pai que tem e recebe dia a dia o seu amor gracioso, uma visionária que continua tendo sonhos, mas com o mapa certo de se chegar a realização dos sonhos, uma mulher cristã e não mais uma fazedora de muitas atividades e reuniões.......enfim, estou uma Carol melhor, mais ainda em reforma.....

Agradeço a Esther por ter sido tão eficaz em minha vida, agradeço por ter atendido o Tommy em algumas consultas e também a minha filha Aninha. Agradeço a ela e ao Eliel, pelo maravilhoso encontro de casais que tivemos em sua casa, em Campos de Jordão, que nos ajudou muito em nosso casamento.

Terminei este ciclo de terapia, mas vou continuar cuidando da minha vida que é muito preciosa. Esther deu-me uma relação de livros que vão estar me equipando para continuar minha viagem para dentro do meu ser. Deixou aberto para futuros encontros quando estiver em SPaulo, agendando terapias avulsas e o mais lindo deixou uma abertura para a continuidade da nossa amizade, que será eterna......

Se você quer conhecer a Esther Carrenho, você pode acessar seu blog, ler seus artigos na revista Cristianismo Hoje e ler seus livros.
Algumas dicas, endereços, artigos e entrevistas dela abixo listado:

Blog:http://eglc.blog.uol.com.br/ - Charis 47

Livros:
  1. Raiva: seu bem e seu mal
  2. Ressurreição Interior: Celebrando a vida com alegria.
  3. Depressão: Tem luz no fim do túnel
Revista: Cristianismo hoje: www. cristianismohoje.com.br

Uma entrevista com Esther:
Realidade Eclesiástica

A psicoterapia tira alguém da Igreja?
Por Esther Carrenho


29-07-2005 | Como psicóloga, uma das perguntas que mais tenho de responder é: "Por que muitas pessoas quando começam a fazer terapia deixam de ir à igreja?" Para responder a esta questão, o melhor é descrever, pelo menos um pouco, o que é psicoterapia.

A psicoterapia tem como uma de suas propostas ajudar a pessoa a assumir sua própria vida, fazer suas escolhas e se responsabilizar por aquilo que escolheu e suas conseqüências. O bom profissional trabalha juntamente com a pessoa que busca ajuda para que ela encontre cada vez mais recursos para viver de forma coerente consigo mesma.

Em geral, quando uma pessoa vem para a psicoterapia, ela está lidando com conflitos que lhe trazem angústia. E o que ela mais quer é achar o caminho da dissolução do conflito para minorar seu desconforto. Entre estes conflitos, pode estar justamente a questão da participação ou não da comunidade religiosa, e muitas vezes o conflito já surgiu em decorrência de uma vida dupla, onde a participação em um grupo religioso é imposto por alguém de alguma forma. Quando a pessoa fala sobre sua vida dupla na psicoterapia, alegando que quer fazer uma escolha, mas não consegue, a terapia vai ajudá-la a se fortalecer para optar por aquilo que ela acredita ser o que quer e o melhor para si. A psicoterapia não busca levar a pessoa a optar por aquilo que até então foi imposto para ela.

Algumas pessoas estão tão frágeis na sua autonomia e livre arbítrio que buscam um julgamento no terapeuta, ou então que ele indique qual caminho seguir. No entanto, não cabe ao terapeuta convencer a pessoa sobre o que ela deve fazer, muito menos julgá-la. A responsabilidade do terapeuta, junto ao cliente, é descobrir todas as opções que a pessoa tem e deixar que ela faça sua escolha. Ou então apresentar ao paciente suas próprias falas e comportamentos para que ele mesmo perceba possíveis incoerências e assuma uma nova postura. Na história de Jesus com o jovem advogado rico, em Marcos 10.17-22, é o jovem quem procura Jesus. É ele quem apresenta uma questão. E Cristo aponta-lhe o caminho, mas deixa que ele faça a escolha. O aspecto mais bonito deste exemplo de relação de ajuda é que, quando o jovem demonstra que a escolha será diferente, Jesus Cristo não o recrimina, mas o deixa ir e o ama com o olhar.

A melhor vantagem que um profissional tem nesta situação é que o cliente em geral vai lhe contar a verdade sobre o que foi escolhido e se está dando conta ou não da escolha feita. Normalmente, quando se impõe uma escolha à pessoa que buscou ajuda, esta tende a ocultar a verdade, caso não consiga seguir na direção imposta.

Como profissionais da psicologia, existe o compromisso com o sigilo. E mesmo quando o profissional é visto como culpado – o que é comum em algumas situações – ele deve se calar mesmo sabendo que a verdade é outra. O paciente, se quiser, pode assumir e dizer a verdade. E alguns assumem. Outros, porém, temerosos das diversas punições e rejeições possíveis, transferem para o psicólogo uma responsabilidade que nunca foi do profissional.

O resultado é que a pessoa não deixa a Igreja por causa da terapia, mas busca a terapia porque já queria deixar o convívio na comunidade religiosa e precisava se fortalecer na decisão já tomada. Ou no mínimo precisava de alguma sustentação.

"...Bem aventurado é o homem que não se condena naquilo que aprova." (Romanos 14.22)


Esther Carrenho é psicóloga e autora do livro Ressurreição Interior (Editora Vida)



QUEM É A ESTHER CARRENHO? (segundo a revista Cristianismo hoje)

Esther Carrenho, casada, avó, teóloga, psicóloga clínica atendendo adultos em psicoterapia de grupo e individual, facilitadora de Grupos de Encontro. Palestrante, ministra cursos de treinamento em aconselhamento, relacionamento interpessoal e orientação familiar.

É autora dos livros: Raiva: seu bem, seu mal, Ressurreição interior: celebrando a alegria de viver e Depressão: tem luz no fim do túnel.


UM ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA CRISTIANISMO HOJE:

7/07/2008 - 19:35 por Esther Carrenho

Ser filha... ser mãe!

"O que eu não sabia na época em que engravidei é que, antes de ser mãe, é importante ser filha".

Ainda se encontram bem presentes nas minhas lembranças os sentimentos que tomaram conta de mim quando o médico abriu meu exame de sangue e declarou: “Você está grávida!” As lágrimas teimosamente correram pelo meu rosto ali mesmo! O médico entendeu que era emoção pela alegria. Era sim! Mas junto com a alegria misteriosa de conceber também havia a preocupação de não saber ser mãe. O medo de não dar conta de cuidar de um bebê! Enfim, um misto confuso de melancolia e alegria era constante nos dias que se seguiram.
O que eu não sabia na época é que, antes de ser mãe, é importante ser filha. Não estou me referindo à filiação biológica, mas sim ao de ter sido “amaternada”, afetiva e amorosamente, de forma perceptível na fase de formação para a vida. Algumas mães são apenas pessoas funcionais que providenciam tudo que uma criança dependente precisa, como alimentos, vestuário, educação e saúde. Mas não constroem um vínculo com a criança de forma visceral, dando a ela a segurança da aceitação, proteção e acolhimento amoroso. Chamo estes filhos de órfãos afetivos!
Uma mulher órfã afetiva necessita antes de tudo, adotar a si mesma com um tratamento bondoso e cheio de misericórdia. Em outras palavras, antes de gerar filhos é necessário gestar a si mesma amorosamente, quebrando assim os laços gelados da indiferença recebida, que é capaz de fazer tudo na preservação da vida no corpo, mas não dispensa uma presença amorosa que alimenta a alma.
Nós, seres humanos, temos a capacidade terrível de repetir em nossas próprias vidas os maus comportamentos que nos foram dirigidos no passado. Assim muitas mulheres continuam dispensando a si mesmas uma dureza que fará muito mal quando elas tiverem que lidar com toda a complexidade da maternidade.
A tarefa não é tão fácil quanto parece porque, para ser “grávida de si mesma”, é necessário reconhecer o desamparo da orfandade afetiva. E este desamparo pode vir à tona com sintomas de solidão e a sensação de que a morte está próxima. Fugimos destes sintomas procurando coisas, que mesmo sendo legítimas e essenciais à vida, tem a função de cobrir esta falta afetiva com disfarces que trazem uma falsa segurança, que se quebrará com a responsabilidade que a chegada de um filho requer.
Lembro-me de uma pessoa, que vou chamar de Rose, que buscou ajuda porque acreditava que não tinha nascido para ser mãe, mas já tinha um filho de seis meses. Quando descobri que ela, já aos seis anos, não podia brincar porque tinha que cuidar do irmão
recém-nascido, lhe disse: “Na verdade você nasceu primeiro para ser filha. E, quando você tinha que ser apenas filha, teve que ser “mãe” do seu irmão!” Rose estava entristecida e cansada; no entanto, seus exames clínicos não apresentavam nada fora do normal. Não foi difícil para Rose perceber que se sentia mesmo como uma criança que precisava de uma terceira pessoa na tarefa de dar conta do bebê que chegara. Enfim, nesta situação, ela precisava de alguém que pudesse “amaterná-la”, para que ela “amaternasse” seu filhinho.
Quem não percebeu esta necessidade antes, de tal forma que tenha aprendido a suprir as próprias necessidades, poderá precisar de atenção e ajuda triplicada, tanto do marido como dos amigos e parentes que estão próximos, para que a mãe possa se recuperar emocionalmente e se fortalecer, inclusive fisicamente, para continuar as responsabilidades da criação de filhos.
A notícia animadora vem de João, o discípulo do amor, que em sua primeira carta aos cristãos, deixa bem claro que Deus é a fonte do amor. Eu tive uma mãe que não conseguiu ser afetiva comigo o suficiente para que eu estivesse pronta para a maternidade na vida adulta. Fiquei desesperada quando me dei conta do vazio que isto deixa na vida. Mas um dia, enquanto lia as Escrituras Sagradas, descobri esta verdade. E se Deus é a origem do amor, as pessoas com as quais temos vínculos são apenas meios por onde este amor pode ou não chegar até nós. Daquele dia em diante tirei o foco da inabilidade da minha mãe e voltei os olhos para as pessoas que podiam e queriam me amar!
A falta do passado pode ser uma realidade na vida que não tem como ser mudada. Mas a vida presente pode ser reescrita de forma amorosa com o cuidado recebido de pessoas que escolheram nos amar.
É possível cuidar maternalmente de si mesma na vida adulta. E também adotar e aceitar o amor maternal de outras mulheres que estão disponíveis e são capazes disto. E assim haverá recursos para dar aos filhos o amor que não se recebeu enquanto criança.




terça-feira, 4 de novembro de 2008

BOLO DE LARANJA



BOLO DE LARANJA DA TIA LIA

Ingredientes: 

2 ovos
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
2 xícaras de caldo de laranja

Modo de fazer:

Faz-se como qualquer bolo: Primeiro bater as claras em neve. Depois bater as gemas com o açúcar e ir colocando a farinha de trigo e continuar batendo na batedeira. Depois que desligar a batedeira, colocar o fermento em pó e mexer com uma colher. Por fim colocar devagar as claras em neve e mexer delicadamente. Ferver uma xícara do caldo da laranja (deixar a outra separada) e misturar no bolo e mexer. Colocar em assadeira untada. Depois de pronto, tirar do forno e furar todo o bolo com palito e despejar a outra xícara de laranja do suco de laranja por cima. Fazer um glacê para cobrir o bolo: espremer 2 ou 3 laranjas e misturar com 2 ou 3 colheres de açúcar e levar para ferver e depois colocar por cima do bolo.

História da receita:

Tia Lia é a minha querida sogra. Nós nos damos muito bem. Ela gosta de mim e eu dela. Como conheço o meu marido mais de 30 anos, desde os meus 15 anos, conheço a sua família todo este tempo. Comecei a namorar o Tommy e ia muito na sua casa. O meu sogro é descendente de inglês e sempre tinha um chá das cinco com bolo ou bolachas. O de laranja era um deles. Na época em que namorei o Tommy, a Angela e Adriana já estavam casadas e na casa estavam a Andrea e Alix. É isso mesmo, o Tommy tem 4 irmãs e ele é o filho do meio....duas maiores e duas menores. Minha sogra convidava os namorados para jantar e em cada jantar fazia uma sobremesa que um de nós gostava. Ela sempre soube conquistar seus genros e sua norinha (eu). O meu relaionamento com ela sempre foi da amizade, renúncia, respeito, honra, amor e serviço. Nunca brigamos ou discutimos nestes anos todos. Algo que prezo na minha vida, são nossas famílias, a minha e a dele. Amo a família Gregory e agradeço a Deus por ter me dado sogros, cunhadas, cunhados e sobrinhos que me amam.


(A foto é da minha sogra no ano novo no meu apartamento)

DOCE CROCANTE GELADO




DOCE CROCANTE GELADO DA MAMÃE 

 
Ingredientes:

1 lata de leite condensado
2 latas de leite de vaca
1 colher de sopa de margarina
1 colher de sopa de maisena
1 pacote de coco ralado (100grs)
5 ovos
16 colheres de sopa de açúcar

Modo de fazer: Levar ao fogo a margarina com 3 colheres de açúcar e coco ralado e deixar torrar. Ir mexendo sempre. Reserve. Coloque numa panela o leite condensado, maisena desmanchada em pouco de leite e leve para ferver sempre mexendo. Bater as claras em neve em firme com 6 colheres de açúcar, ir colocando uma por vez. Queimar 7 colheres de açúcar e fazer um caramelo mole e despejar no suspiro (claras já batidas em neve) e ir batendode novo. Num pirex: coloque o creme, o suspiro e por último o coco ralado. Deixe gelar.

História da receita:

Minha mãe faz doces maravilhosos, é a rainha dos doces!!! Vocês podem imaginar uma mãe tipo "mama", bem gordinha, que vive a beira do fogão fazendo doces. Se pensou, engano seu! Ela é magra, elegante com um porte fino. Está sempre bem arrumada. Também não vive na cozinha e diz que detesta cozinhar. Mas gosta de dar festas e jantares e por isto vai para a cozinha fazer suas sobremesas. Adora decoração e então sua cozinha é um luxo. Todos armários na cor verde água, cortinas verdeXbranco, enfeites na cor verde combinando. Ela diz que cozinha mal e que não gosta de cozinhar. Mas não acredito, pois no íntimo acho que gosta de cozinhar, senão seus doces não seriam tão gostosos.
Quando resolve dar um almoço ou jantar ou uma festa: organiza tudo com muito capricho. Escolhe bem a louça que vai usar, usa uma toalha combinando de linho ou apenas joga folhas de bananeira e plantas variadas na mesa, copos de cristais....então pega o seu livro de receitas e planeja o cardápio.
No dia do evento, faz lindos arranjos de flores e espalha pela casa e ascende castiçais de velas por toda sala de jantar. Deixa a mesa maravilhosa, digna de mesa de revista de decoração. Na hora da festa, fica super feliz, pois sempre é muito elogiada. Quando é uma almoço e jantar com poucas pessoas, coloca um presentinho para cada convidado na mesa.
E aprendi com ela todo esse jeito de arrumar a casa e a mesa para as festas. Penso: vou fazer o melhor possível, pois se podemos fazer tudo com amor para nossos amigos e familiares, por que não fazer? Também peguei a mania de muitas flores e velas pela casa. Aprendi com minha mãe, pois o lar é a melhor escola para nossas vidas.
Este é um dos doces que aprendi com ela.


(NA FOTO ACIMA, SÃO MEUS PAIS NA PASSAGEM DO ANO NOVO DE 2007 PARA 2008 N APARTAMENTO QUE MORAVA EM SÃO PAULO. ESSA É A MESA QUE DECOREI)

MOUSSE DE LIMÃO




UM DELICIOSO MOUSSE DE LIMÃO DA VÂNIA

Ingredientes: 

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1/2 xícara de suco de limão
raspas de 1 limão
3 claras em neve

Modo de fazer:

Misture bem o creme de leite sem soro com o leite condensado. Misturar com uma colher até virar um creme. Junte aos poucos o suco de limão e ir misturando com a colher ao mesmo tempo. Agora coloque as raspas do limão e misture bem. Bata as 3 claras em neve bem duro. Colocar o creme por cima das claras e misturar com delicadeza de baixo para cima. Enfeitar por cima com algumas raspas de limão. Ir para a geladeira. Na hora de servir pode enfeitar com uma folha da árvore de limão. 


História da receita: Esse mousse de limão aprendi com minha amiga Vânia, bem no início do meu casamento, há 23 anos atrás. Uma amiga de mais de 23 anos e uma receita bem usada em todo este tempo e sempre quando faço lembro-me dela. A primeira vez que fez foi no meu primeiro apartamento em Pinheiros, onde Tommy e eu tínhamos um grupo de jovens que nos reuníamos todo sábado. Cada sábado, dois eram destinados a trazer o lanche. O mousse de limão foi num destes sábados e foi aprovado por todos. Mudei de casa 13 vezes, e a receita está no meu livrinho especial de receitas, e sempre ele foi comigo e esta receita sempre feita nas minhas festas, chás, jantares e comemorações. Em Aratuba, CE, foi o primeiro doce que ensinei ao meu grupo de alunas de culinária. Foi umas das primeiras receitas que dei no meu programa de rádio em Aratuba e na rádio Girassol em Baturité. Vendi essa receita em "potinhos" numa feira dos artesãos de Baturité. Servi esse mousse no nosso stand da rádio Girassol na feira do SEBRAE, e minhas ouvintes foram todas comer lá no nosso stand. Esse mousse é fácil de fazer, gostoso e muito viajado......

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

ANINHA NA COZINHA

BOLO DE CANECA - RECEITA DA ANINHA - ABAIXO

BOLO DE CANECA DA ANINHA



ANINHA NA COZINHA

Ingredientes:

4 colheres de sopa de farinha
4 colheres de sopa de nescau
4 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de óleo
1 ovo
1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de fazer:


Mistura tudo numa tijela e mexer com uma colher. Colocar a massa em uma ou dividir em duas canecas e levar ao microondas por 3 minutos.

História da receita:


A Aninha ama cozinhar e gosta de pegar receitas na TV. Ontem, no domingo meio chuvoso, ela desce as escadas correndo e disse que ia fazer um bolo no microondas. Fui lá ver e ela não me deixou ajudar, só ver. Fiquei vendo e fui a primeira a experimentar e ficou delicioso. Ela me disse, agora é fácil fazer bolo para não "engordar", fazer esta receita, que dá para duas pessoas e não se come muito. Mas a receita ainda deu para o Tommy comer. Estava delicioso!!!!